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IBOV mesmo perdendo força no final do pregão fecha em alta de 0,62% nesta segunda-feira (8), a 63.153 pontos, após três pregões consecutivos de perdas. O volume financeiro totalizou R$ 8,42 bilhões. Os mercados externos enfrentaram uma sessão de forte volatilidade, com as principais bolsas encerrando no terreno negativo na Ásia e nos EUA e positivo na Europa.

Vale lembrar que o exercício de opções sobre ações de fevereiro movimentou R$ 2,2 bilhões na BM&F Bovespa, sendo R$ 1,04 bilhão em opções de venda, e R$ 1,15 bilhão relativo a opções de compra – segundo dados da BM&F, foi o teceiro maior volume de opção de compras da história da bolsa brasileira.

Por aqui, repercutiu positivamente a recomendação feita pelo banco norte-americano Morgan Stanley. Segundo o estrategista-chefe Guilherme Paiva, os papéis negociados nas bolsas latino-americanas apresentam boas oportunidades por conta das recentes correções, e o Brasil é visto como o mercado preferido na região.

Ainda entre as recomendações, o Citi reiterou a classificação “acima da média do mercado” para as ações brasileiras, mas ressaltou que trata-se de um dos mercados mais caros do mundo atualmente.

Na ponta compradora, destaque para os papéis da Gafisa. O bilionário Sam Zell afirmou que deve aumentar seus investimentos na companhia, uma vez que vê oportunidades na maior economia da América Latina. Também contaram as expectativas para os resultados operacionais da companhia, esperados para a noite desta segunda-feira. No setor, os papéis da MRV encerraram em forte alta.

Entre os destaques de alta, a Fibria liderou os ganhos com folga, se recuperando de três baixas consecutivas. Suas ações foram seguidas por Souza Cruz e Cosan. A última voltou a aparecer no noticiário corporativo, com seu diretor comercial, Carlos Murilo de Mello, projetando que o consumo global de açúcar irá aumentar entre 2% e 3% anualmente, de forma que os mercados terão que se adaptar aos preços mais altos.

Entre as blue chips, destaque para a Vale, que viu sua subsidiária canadense Vale Inco anunciar seu primeiro embarque de produção de aglomerado de níquel da usina de Sudbury, com destino ao País de Gales. As ações da mineradora avançaram.

As duas empresas do setor aéreo com papéis negociados na bolsa brasileira também apresentaram um bom desempenho neste pregão, refletindo as perspectivas positivas por parte da Associação de Transporte Aéreo Internacional, que afirmou estar vendo uma significativa melhora na confiança em torno do setor em janeiro.

Na ponta vendedora, destaque de queda para os papéis de ALL e B2W. Os papéis de OGX e Redecard também se destacaram entre as maiores variações negativas.

Bolsas de NY

As Bolsas de Valores norte-americanas fecharam o pregão desta segunda-feira em terreno negativo, com investidores vendendo ações do setor bancário devido às preocupações sobre os problemas fiscais na zona do euro. O dia foi marcado pela ausência de dados econômicos de peso.

O índice industrial Dow Jones caiu 1,04% aos 9.908 pontos. O S&P 500 cedeu 0,89% para 1.056 pontos. Enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 0,7% aos 2.126 pontos.

Bolsas da Europa

O medo em relação à saúde fiscal de alguns países periféricos da zona do euro deu uma trégua e as bolsas de valores europeias encerraram o primeiro pregão da semana em alta, puxadas pelos papéis das companhias de mineração. A alta de hoje interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas, em que alguns indicadores chegaram a ceder quase 10% (o referencial Ibex 35, de Madri, perdeu 9,31% em três sessões).

Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 0,62% aos 5.092 pontos. As companhias de mineração lideraram as altas do dia, com destaque para os papéis da Xstrata, que subiram 3,56% após a companhia anunciar um lucro acima do esperado no último trimestre de 2009 e o pagamento de dividendos de US$ 0,08 por ação. As ações da Rio Tinto, Kazakhmys e Anglo American tiveram altas entre 0,97% 2,73%.

Em Paris, o CAC 40 avançou 1,22% para 3.607 pontos, com destaque para as ações dos bancos Credit Agricole e Societe Generale, que subiram 2,08% e 1,09% na mesma ordem, recuperando em parte as perdas das últimas sessões.

Em Frankfurt, o índice DAX-30 avançou 0,93%, aos 5.484 pontos e em Milão, o índice FTSE MIB subiu 0,59% para 20.938 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 ganhou 1,02% para 10.206 pontos, com as ações da petrolífera Repsol YPF avançando 2,62%, seguidas pelos da Telefonica com 2,13% de alta e Banco Santander, que avançaram 1,94%.

A agenda do dia contou com apenas um indicador no Velho Mundo. O Índice Sentix de confiança do investidor na zona do euro passou de -3,7 em janeiro para -8,2 pontos neste mês, abaixo das expectativas do mercado (-2,7 pontos). Nos EUA, não houve indicadores econômicos hoje.

Bolsas da Ásia

A maioria das bolsas de valores asiáticas encerrou o primeiro dia da semana em queda, ainda repercutindo os temores em relação à economia de alguns países da zona do euro. Os índices foram puxados pelas ações do setor industrial e de energia, que sofreram mais um dia de desvalorização.

No Japão, a Bolsa de Tóquio encerrou abaixo da marca de 10 mil pontos, menor nível em dois meses. O índice Nikkei 225 registrou 1,05% de desvalorização para 9.951 pontos. As ações de exportadoras como Panasonic (-5,32%), Casio (-5,30) e Sony (-3,63%) cederam com a alta do iene frente ao dólar.

Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, perdeu 0,14% aos 2.935 pontos, influenciada por fatores locais, como a redução de empréstimos para contenção do superaquecimento econômico. Em Hong Kong, o indicador Hang Seng caiu 0,58% aos 19.550 pontos e na Coreia do Sul, o índice Kospi, da Bolsa de Valores de Seul, recuou 0,91% para 1.552 pontos, puxado pelos papeis dos bancos

Na contramão dos demais indicadores do continente, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, avançou 0,13% aos 15.935 pontos e em Taiwan, o referencial TSEC weighted index registrou leve alta de 0,04% aos 7.215 pontos.

Petróleo

Em uma segunda-feira (8) de poucos indicadores, as cotações de petróleo fecharam em alta, repercutindo o noticiário geopolítico e a perspectiva de uma nova redução de temperatura nos EUA.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 70,07 na sessão, com alta de 0,68% em relação ao último fechamento. Em Nova York, o contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez, avançou 0,98%, terminando a sessão a US$ 71,89.

Dólar

SÃO PAULO – Após uma sequência de três altas, que o fez renovar sua máxima em 2010, o dólar comercial começou esta semana no vermelho, acompanhando a melhora no humor dos mercados, e fechou esta segunda-feira (8) cotado na venda a R$ 1,874 – desvalorização de 0,74%.

Em meio à ausência de indicadores econômicos relevantes na agenda internacional, os investidores mantiveram suas atenções para os eventos no âmbito doméstico. Como de costume, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação ocorreu entre 12h35 e 12h45 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,8732.

A autoridade monetária ainda divulgou os dados referentes à balança comercial, que ficou deficitária em US$ 172 milhões na primeira semana de fevereiro. Já o relatório Focus mostrou que o mercado interno espera ver um maior crescimento na atividade industrial, além de também ter elevado as projeções de inflação para 2010. A taxa de câmbio também foi alterada, passando de R$ 1,76 no relatório da semana anterior para R$ 1,80 nesta segunda-feira.

Com o dia mais tranquilo nos negócios, os investidores demonstraram maior apetite ao risco, contribuindo para o avanço nos preços das commodities, como petróleo, cobre, ouro e prata. Em meio a esta tendência, a moeda norte-americana também fechou em queda frente a outras importantes divisas do mundo, como o euro e o franco suíço.

Gráficos

Hoje foi vencimento de opções e as ações apresentam comportamento errático, mais vale a queda de braço entre comprados e vendidos do que as regras da análise técnica (gráfica), a partir de amanhã teremos um horizonte mais definido.

Lembramos que segunda-feira (8 de Fevereiro) é dia de vencimento de opções, as ações apresentam comportamente errático, mas mesmo assim vale a pena demonstrar a situação gráfica atual, após semanas de correção estão sendo delineados bons pontos de entrada em muitos ativos, incluindo Petro e Vale.

Como sempre salientamos que nosso objetivo é didático, nossas análise não devem ser entendidas como sugestão de compra ou venda de ativos, não nos responsabilizamos por prejuízos oriundos da interpretação de nossos estudos.

Nos gráficos diários podemos notar que no final do útimo pregão a força compradora passou a tomar controle (vejam as sompras inferiores dos candles bem pronunciadas).

Gráficos (Análise dos gráficos diário e semanal)

IBOV tem outro pregão de forte queda, o índice da bolsa paulista chegou a bater na mínima a 61.341 pontos. No final do pregão a bolsa chegou a ganhar fôlego, e encerrou em queda de 1,83%, a 62.762 pontos,renovando o menor patamar desde 4 de novembro de 2009. O volume financeiro atingiu R$ 8,80 bilhões.

Na semana, a desvalorização foi de 4,04%, a pior desvalorização desde a última semana de outubro.

Apesar da taxa de desemprego dos EUA registrar queda de 0,3 ponto percentual, atingindo 9,7% em janeiro – menor patamar desde agosto de 2009 – o Relatório de Emprego também trouxe dados preocupantes, como a perda de 20 mil postos de trabalho no país. Além disso, os números de dezembro foram revisados para baixo – de queda de 85 mil postos para perda de 150 mil vagas.

Outro fator que contribuiu para a queda nos mercados foi o aumento da preocupação a respeito das dívidas soberanas dos países europeus, sobretudo Portugal, Espanha e Grécia. Os CDSs (Credit Default Swaps) dos três países subiram para níveis recordes e as bolsas fecharam em queda na Europa.

Apesar do mau humor na bolsa brasileira, algumas ações conseguem se destacar. Os papéis das elétricas Cesp e Cemig estão entre ações que compõem o índice que encerraram no terreno positivo. O ministro Edison Lobão confirmou na véspera que o governo dediciu renovar as concessões do setor.

O setor de transportes e logística também conseguiu se descolar da queda no índice e as ações da LLX e ALL encerraram no terreno positivo. A petrolífera OGX ganhou fôlego no final da sessão e liderou os ganhos.

Entre as maiores variações negativas, destaque para as ações do setor financeiro, com Banco do Brasil e BM&F Bovespa liderando as perdas.

Na noite anterior, a bolsa brasileira soltou os dados operacionais do mês de janeiro. Tanto as negociações de Home Broker como as operações no segmento BM&F registraram recordes no número de negócios registrados. O segmento Bovespa registrou movimentação total de R$ 129,1 bilhões no período.

Fora do índice, as ações da Multiplus estrearam na bolsa com forte desvalorização de cerca de 10%, cotadas a R$ 14,50, após o preço fixado no processo de bookbuilding ter ficado abaixo das projeções dos coordenadores da oferta.

A Tenda anunciou o fim do direito de retirada de seus papéis, em meio ao processo de incorporação da empresa pela Gafisa. Já na próxima terça-feira (9), os papéis das duas companhias serão integrados sob o ticker GFSA3, negociados no Novo Mercado da BM&F Bovespa. Os papéis da Gafisa terminaram entre os destaques de queda.

Bolsas de NY

Mesmo com temores sobre os problemas fiscais em países da zona do euro persistindo durante a semana, Wall Street tomou um fôlego ao final do pregão de olho em dados mistos sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira a maior potência do mundo anunciou que suprimiu 20 mil vagas de emprego em janeiro, segundo dados do payroll, que mostra o número de vagas criadas por empresas privadas e públicas exceto no setor agrícola. O dado veio bem pior do que esperava o mercado, que aguardava a criação de 20 mil postos. No entanto, a taxa de desemprego norte-americana ficou em 9,7%, melhor que as previsões (10%).

O índice industrial Dow Jones ganhou 0,1% aos 10.012 pontos. O S&P 500 subiu 0,29% para 1.066 pontos. Enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq valorizou 0,74% para 2.141 pontos.

Bolsas da Europa

As bolsas de valores da Europa enfrentaram mais um dia de tensão e fuga dos investidores dos ativos de risco, devido aos temores com as dívidas de alguns países da região, especialmente Espanha, Portugal e Grécia. “É crescente a desconfiança em relação aos títulos públicos grego, português e espanhol, o que pode ser percebido pela sensível elevação dos juros futuros atrelados”, dizem os analistas da RC Consultores. “Já surge o temor de ‘contágio’ dos mercados de títulos públicos e privados de países vizinhos, aumentando a probabilidade de que o FMI seja chamado para ajudar na correção de desequilíbrios externos na região”,afirmam.

Os papéis das companhias de mineração continuaram em linha decrescente, puxados novamente pela queda no preço dos metais. As ações da Xstrata perderam 5,19%, seguidas pelos pepéis da Vedanta Resources e Lomnin, com quedas de 3,98% e 3,23% respectivamente. Além deles, as ações dos bancos também registraram fortes perdas e lideraram a ponta vendedora dos principais índices do continente. Lloyds, Royal Bank of Scotland (RBS), BNP Paribas e Credit Agricole registraram perdas entre 3,23% e 5,72%.

Os investidores também repercutiram os dados de trabalho divulgados hoje nos Estados Unidos (Payroll). A economia dos Estados Unidos cortou 20 mil vagas de emprego em janeiro, ante uma previsão de criação de 20 mil novas vagas. Já a taxa de desmprego caiu para 9,7%, o que animou os investidores.

Os indicadores europeus também ajudaram a azedar o ânimo dos investidores. Na Alemanha, a produção industrial caiu 2,6% em dezembro, ante previsão de cresicmento de 0,6%. Na Espanha, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou retração de 0,1% nos últimostrimesytre de 2009, frente a uma contração de 0,3% do trimestre anterior, mantendo a economia do país na recessão.

No Reino Unido, o Índice de Preços aos Produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 3,8% em janeiro na base anual. Em relação a dezembro, os preços dos produtos manufaturados aumentaram 0,4% no mês passado, refletindo principalmente o aumento dos custos de combustíveis, outros produtos manufaturados e tabaco e álcool.

De volta aos índices acionários, em Londres, FTSE-100 perdeu 1,52% aos 5.061 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX-30 caiu 1,59%, aos 5.445 pontos e em Paris, o CAC 40 recuou 3,40% para 3.563 pontos.

Em Madri, o indicador Ibex 35 cedeu 1,35% aos 10.103 pontos, após perder quase 6% na sessão de ontem e em Milão, o FTSE MIB recuou 2,75% para 20.815 pontos.

Bolsas asiáticas

As preocupações com a saúde fiscal de alguns países europeus, em especial Grécia, Espanha e Portugal, levou as bolsas asiáticas a mais um dia de fortes perdas, na esteira do mau-humor generalizado que tomou conta dos mercados na véspera.

Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, registrou 1,87% de desvalorização aos 2.939 pontos. Hoje foi divulgado pelo Centro de Informação Estatal que a economia do país deve crescer 11,5% no 1º trimestre deste ano, enquanto o índice de preços ao consumidor deve acelerar para aproximadamente 2,5%.

No Japão, o índice Nikkei 225 caiu 2,89% para 10.057 pontos, com as ações das empresas exportadoras liderando as perdas. Os papeis da Canon, Yamaha e Fuji cederam entre 3,53% e 5,97%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng despencou 3,33% para 19.665 pontos, o menor nível desde 2 de setembro de 2009. Na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, desvalorizou 2,77% aos 15.774 pontos.

Em Taiwan,o referencial TSEC weighted index desabou 4,30% aos 7.217 pontos e na Coreia do oo Sul, o índice Kospi, da Bolsa de Valores de Seul, fechou com 3,05% de desvalorização aos 1.567 pontos.

Petróleo

Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em queda de quase 5% na quinta-feira na New York Mercantile Exchange (Nymex), pressionados pela aversão ao risco que tomou conta dos mercados devido a receios com os déficits orçamentários de países da zona do euro. O contrato do petróleo para março negociado na Nymex fechou em baixa de US$ 3,84, ou 4,98%, a US$ 73,14 por barril – menor nível de fechamento desde 29 de janeiro -, com máxima de US$ 77,17 e mínima de US$ 72,42 ao longo da sessão. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para março recuou US$ 3,79, ou 5%, para US$ 72,13 por barril.

Dólar

Em dia de forte volatilidade, a aversão ao risco prevaleceu e o mercado de câmbio encerrou em alta pela terceira sessão consecutiva. O temor de que outros países na Europa – além de Grécia, Portugal e Espanha – possam também estar com problemas de solvência levaram o real a acompanhar o movimento do euro e a cair. A moeda única europeia encerrou o dia valendo € 1,3624, com baixa de 0,77% em relação ao dólar.

Um forte fluxo no meio da manhã levou o dólar a cair a R$ 1,779. Porém, o pessimismo venceu a queda de braços e, a divisa estrangeira fechou o último dia da semana com alta de 0,42%, saindo a R$ 1,889 na compra e R$ 1,891 na venda. “O câmbio acompanhou o euro hoje, porém um pouco menos sensível ao mau humor”, afirmou um especialista.

Para ajudar a conter o excesso de moedas no mercado doméstico, o Banco Central (BC) promoveu às 12h13 um leilão de compra a R$ 1,8735. A liquidação financeira será no dia 9, próxima terça-feira.

IBOV tem forte queda de 4,73% hoje, a maior queda percentual em três meses. Nenhuma ação do índice mais líquido da Bolsa, o Ibovespa, fechou em alta. Até então, a maior queda havia sido em 28 de outubro de 2009, de 4,75%. O volume financeiro foi forte, de R$ 8 bilhões.

O Ibovespa fechou em 63.934 pontos, o menor patamar desde 3 de novembro, quando o fechamento ficou nos 62.643 pontos. Dados negativos da indústria alemã e um novo tom de pessimismo em relação às economias do grupo de países apelidado de PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha) contribuíram para aumentar preocupações em relação à Europa e para mais um dia de perdas do euro.

Soma-se a isso o fato de o Banco Central Europeu (BCE) ter mantido a taxa de juro da região do euro em 1% nesta quinta-feira, o que denota falta de ação das autoridades europeias, na opinião do economista. “A Europa poderia também agir um pouco mais como os Estados Unidos, que fez pacotes de ajudas”, acrescenta.

Segundo o economista, além de a Europa estar contribuindo para a realização de lucros no mercado brasileiro nesta quinta-feira, pesam dados ruins nos EUA. “O auxílio desemprego norte-americano veio pior do que o esperado e 43% dos balanços divulgados no país vieram abaixo das expectativas hoje”.

Nesta quinta-feira, na ata do Copom, o colegiado do Banco Central aponta que a retomada da atividade econômica pode aumentar a probabilidade de que aumentos de preços localizados apresentem “riscos para a trajetória da inflação”.

“Cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos,” diz o Copom na ata.
Já no cenário corporativo doméstico, a Cielo divulgou na quarta-feira, após o mercado, lucro líquido contábil de R$ 439,1 milhões no quarto trimestre. Nesta manhã, o Santander Brasil anunciou lucro de R$ 1,591 bilhão no quarto trimestre e R$ 5,5 bilhões em 2009, em linha com o esperado.

A maior queda foi registrada pelas ações da LLX, que mostrou forte desvalorização na sessão. As ações da mineradora MMX, também controlada por Eike Batista, mostraram forte recuo no pregão.

Os papéis da Multiplus foram precificados a R$ 16,00 cada, ficando abaixo das projeções dos coordenadores da oferta. As ações da TAM, controladora da empresa, tiveram o segundo pior desempenho do benchamrk.

Na noite passada, a Votorantim Cimentos anunciou dois acordos pelos quais elevou sua participação na Cimpor: o primeiro foi uma operação de permuta de ações com a Lafarge, que lhe rendeu uma fatia de 17,3%; outros 9,6% foram obtidos em acordo com os acionistas da Caixa Geral de Depósitos, com o objetivo de travar a oferta da CSN pela cimenteira portuguesa.

Com a forte desvalorização do petróleo e das commodities, as petrolíferas também aprofundaram as perdas, com OGX e Petrobras mostrando desvalorizações maiores que o índice brasileiro.

Bolsas Internacionais

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, fechou em baixa de 3,11% e atingiu 1.063 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Nasdaq Composite desvalorizou-se 2,99%, a 2.125 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 2,61%, a 10.002 pontos.

Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris apresentou desvalorização de 2,75% a 3.689 pontos, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres encerrou em baixa de 2,17%, atingindo 5.139 pontos Já o DAX 30, principal índice da bolsa de Frankfurt, apresentou uma baixa de 2,45%, atingindo 5.533 pontos.

Renda Fixa

No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em baixa na BM&F Bovespa nesta quinta-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,25%, queda de 0,10 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 132,75% de seu valor de face, queda de 0,59% frente ao fechamento anterior.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 241 pontos-base, alta de 18 pontos em relação ao fechamento anterior.

Petróleo

Seguindo o movimento dos mercados acionários e influenciadas pelos indicadores dos EUA divulgados durante o dia, as cotações de petróleo fecharam esta quinta-feira (4) com forte queda. Declarações do presidente do BCE (Banco Central Europeu) também pesaram sobre os preços.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 72,13 na sessão, com queda de 4,80% em relação ao último fechamento. Em Nova York, o contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez, caiu 4,98%, terminando a sessão a US$ 73,14.

Dólar

O humor dos investidores azedou ainda nesta quinta-feira com um conjunto de notícias nada animadoras no cenário internacional. Com isso, as bolsas mundo afora desabaram e o dólar disparou. No mercado de câmbio doméstico, a moeda estrangeira teve a maior alta desde 17 de dezembro de 2009 – de 2,11% – e voltou ao patamar do final de janeiro, vendido a R$ 1,883 e comprado a R$ 1,881.

No mercado futuro, os contratos negociados na BM&FBovespa operavam com alta de 1,69 % a R$ 1,890 .

(Com dados do Infomoney, IG Economia e Último Instante)

Gráficos

Pela queda generalizada de todos os papéis optamos apenas pelo gráfico do IBOV, como todos sabem os papéis das blue chips sempre são os mais penalizados nas quedas, visto serem de maior liquidez bem como grande parte do capital estrangeiro investir nestes ativos.

Tivemos rompimento de forte suporte o que pode levar o índice a buscar os 60.000 pontos. Lembrem-se que é possível ganhar em mercado de baixa com venda descoberga (alugada), não seja um operador “saci” que se apóia apenas na perna compradora !!!!

Com a valorização do dólar e a queda da forte da bolsa não será de todo surpreendente se os estrangeiros não façam compras. Lembramos também que segunda-feira é dia de vencimento de opções (as ações apresentam comportamento errático próximo ao vencimento…)

Precificação da OPA da PDG Realty (PDGR3)

Encerrado o processo de bookbuilding, as ações da PDG Realty (PDGR3), no âmbito de sua oferta secundária subsequente, foram precificadas em R$ 14,50, ficando abaixo da cotação de fechamento dos papéis já listados na BM&F Bovespa, de R$ 14,60. Os ativos têm estreia agendada para a segunda-feira, dia 8 de fevereiro.

Com exercício total do lote principal e uso parcial da opção de lote suplementar, foram colocadas 111.647.687 ações no mercado dentro da oferta, o que corresponde a uma captação de R$ 1,618 bilhão.

Por fim, vale lembrar que o banco de investimentos Credit Suisse é o coordenador da operação, sendo que os bancos BTG Pactual, Itaú BBA, Goldman Sachs, Santander e Bradesco também atuarão como coordenadores contratados.

IBOV cai 0,08%, a 67.108 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,143 bilhões. O principal índice da bolsa brasileira seguiu a indefinição dos mercados externos, que avaliaram resultados corporativos e indicadores divergentes.

Apesar do dia instável nos negócios, algumas empresas conseguiram se destacar no Ibovespa. Entre as altas, as ações da OGX Petróleo lideraram os ganhos do índice. A companhia concluiu o teste de formação a poço revestido realizado no poço 1-OGX-3-RJS, no bloco BM-C-41 – no qual possui 100% de participação – encontrando indícios de hidrocarbonetos em reservatórios carbonáticos. A estimativa da companhia é que o volume total de óleo recuperável para os reservatórios chegue a uma quantia entre 500 e 900 milhões de barris. A MMX, mineradora que também pertence ao empresário Eike Batista, também se destacou na ponta compradora.

Fora do índice, novos rumores em torno do Plano Nacional de Banda Larga voltam a movimentar os papéis da Telebrás na bolsa brasileira, que fecharam em forte alta, repercutindo o possível interesse do presidente Lula em reativar a estatal para que ela seja a operadora do projeto do governo, informação apontada pela Agência Estado.

Já a Eletrobrás comunicou que adiantará o pagamento da primeira parcela dos dividendos devidos, vinda da Reserva Especial de Dividendos, de 30 de junho para 26 de fevereiro. Os papéis da empresa terminaram esta quarta-feira como destaque negativo do Ibovespa.

Já as ações da TAM mostraram forte instabilidade na sessão, e encerraram em queda. A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) decidiu manter a distribuição dos slots em Congonhas, mas espera decisão final do STJ (Supremo Tribunal de Justiça). A empresa Pantanal, em processo de aquisição pela TAM, havia ficado de fora da distribuição.

Ainda na ponta vendedora, os ativos do Pão de Açúcar fecharam em baixa. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) firmou um acordo entre a empresa e as Casas Bahia, onde as duas companhias se comprometem a não tomar medidas irreversíveis até que a fusão seja analisada pelo órgão.

Bolsas de NY

Após operarem no campo negativo durante boa parte do dia, os principais índices acionários norte-americanos encerraram esta quarta-feira (3) com sinais opostos. Enquanto Dow Jones e S&P 500 fecharam o dia no vermelho, pressionados pelos resultados divulgados, o Nasdaq avançou 0,04%, em meio ao rali das ações de tecnológicas.

Apesar dos balanços trimestrais terem decepcionado grande parte dos investidores, os números apresentados pelas techs colaboraram para que o índice fechasse o pregão no azul. A AOL reverteu um prejuízo de US$ 18,52 por ação, visto nos últimos três meses de 2008, para um lucro por ação de US$ 0,01 no mesmo período de 2009. Em resposta, suas ações subiram 2,35%.

Outra a inverter os resultados foi a a News Corporation – dona do estúdio Twentieth Century Fox e do Wall Street Journal. Após divulgar um prejuízo de US$ 6,4 bilhões no último quarto de 2008, a empresa relatou lucro líquido de US$ 254 milhões no mesmo período de 2009, fazendo com que suas ações disparassem 7,13% no Nasdaq.

Ainda no índice das techs, a VeriSign reportou um lucro líquido de US$ 0,31 por ação no último trimestre, aquém das expectativas dos analistas. Além disso, o Deutsche Bank cortou a recomendação dos papéis, de compra para manutenção. Contudo, após apresentar desvalorização de mais de 6% durante o intraday, as ações da companhia amenizaram as perdas e fecharam o dia com queda de 0,51%.

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em baixa de 0,55% a 1.097 pontos, acumulando no ano baixa de 1,60%. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,26% atingindo 10.271 pontos e caindo 1,51% no ano.

Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou alta de 0,04% hoje, chegando a 2.191 pontos e acumulando no ano forte baixa de 3,45%.


Bolsas da Europa

Os principais índices acionários do continente europeu encerraram a sessão desta quarta-feira no vermelho, após uma sequência de três altas consecutivas. Os papéis das mineradoras lideraram as perdas na Bolsa de Londres, em um movimento de realização de lucros após a alta registrada nas sessões anteriores e com a desvalorização dos metais no mercado internacional. Xstrata, Lonmin, Antofagasta, e Anglo American perderam entre 2,34% e 3,01%.

O FTSE 100, principal índice da bolsa londrina, fechou o dia com perdas de 0,57% aos 5.253 pontos. Por lá, foi divulgado hoje que o índice de serviços (PMI – Markit Business Activity Index, em inglês) caiu de 56,8 pontos em dezembro para 54,5 pontos em janeiro, mostrando a lenta recuperação da atividade. De acordo com a consultoria Markit Economics, a neve e o mau tempo prejudicaram os negócios neste início de 2010.

Entre os indicadores europeus, o índice composto de atividade (PMI Composite Index, em inglês) da zona do euro (grupo de 16 países que adotou moeda única) caiu de 54,2 pontos em dezembro para 53,7 em janeiro, mas ficou levemente acima das estimativas (53,6 pontos). Ainda na zona do euro, as vendas no varejo ficaram estáveis em dezembro de 2009, na comparação com novembro.

Já nos 27 países da União Europeia, o comércio registrou retração de 0,1% no último mês do ano passado. Por lá, as bolsas iniciaram o dia em alta, mas agora também operam com desvalorização.

De volta aos índices de ações, em Frankfurt, o DAX-30 perdeu 0,66%, aos 5.672 pontos. Em Paris, o indicador CAC-40 cedeu 0,49% para 3.793 pontos puxado pelos papeis dos bancos. Credit Agricole caiu 3,65%, seguido por BNP Paribas (-2,49%) e Societe Generale (2,37%) e encabeçaram a ponta vendedora do principal indicador da bolsa parisiense.

Em Madri, os papeis do setor financeiro também lideraram as perdas do índice Ibex 35, que recuou 2,27% aos 10.888 pontos. As ações do Banco Popular cederam 4,59%, seguidas por BBVA (-4,18%), e Banco Santander (-3,86%). Em Milão, o índice FTSE MIB desacelerou 1,09% para 22.169 pontos.

Bolsas da Ásia

As bolsas de valores do continente asiático tiveram uma quarta-feira de valorização, impulsionadas por ações de empresas ligadas às commodities e tecnologia. Os índice que mede as vendas de moradias usadas acima das expectativas e os balanços corporativos nos Estados Unidos puxaram as bolsas de Wall Street na véspera e geraram otimismo entre os investidores da Ásia, incentivando o apetite por risco.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 registrou 0,32% de alta aos 10.404 pontos, com a valorização de empresas exportadoras. Por lá, as ações da Toyota caíram 5,7% após o anúncio que que as vendas nos Estados Unidos caíram 16% e com o grande recall promovido pela montadora. Na ponta compradora do índice, os papeis da Clarion e da Pionner, empresas de equipamentos eletrônicos para veículos, avançaram 6,98% e 6,57% na mesma ordem.

Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, subiu 2,36% e retomou a casa dos 3 mil pontos (3.003 pontos). Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 2,22% aos 20.722 pontos, com o avanço dos papeis do setor financeiro.

Em Taiwan, o referencial TSEC weighted index registrou 1,59% de valorização aos 7.547 pontos e na Coreia do Sul, o índice Kospi, da Bolsa de Valores de Seul, fechou em alta de 1,20% aos 1.615 pontos. Na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, subiu 2,06% aos 16.496 pontos.

Juros

Os contratos do DI futuro fecharam sem tendência definida na BM&F Bovespa nesta quarta-feira (3). Investidores avaliaram dados sobre a demanda por crédito no país e indicadores da economia norte-americana.

O mercado também operou na expectativa pela ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que será divulgada na sessão da próxima quinta-feira (4). Investidores esperam mais sinais sobre quando e em qual magnitude a autoridade monetária deverá elevar a taxa básica de juros do País, atualmente em 8,75% ao ano.

Os contratos com prazo de negociação até abril de 2011 apresentaram altas mais expressivas; a partir daí, as taxas foram negociadas em baixa, também com oscilações fortes.

O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,35%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

Dólar

O mercado de câmbio devolveu nesta quarta-feira parte das perdas dos últimos dois dias. Logo pela manhã, o dólar tomou fôlego e não sustentou a queda da abertura. No mercado à vista, a moeda estrangeira encerrou o dia negociada a R$ 1,842 na compra e R$ 1,844 na venda, com valorização de 0,76%.

No mercado futuro, os contratos negociados na BM&FBovespa apontavam alta de 0,68%, a R$ 1,850.

(Com informações do Infomoney e Último Instante)

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