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Mesmo com a forte alta dos papéis da Petrobras, a Bolsa de Valores de São Paulo não escapou de um fechamento no vermelho, em um dia de realização de lucros e tensão às vésperas da divulgação dos números do mercado de trabalho americano (nomfarm payrolls).

“O mercado operou mais pesado hoje. Os investidores optaram por embolsar lucros, após as duas valorizações recentes”, comentou o operador da Um Investimento, Paulo Hegg. “Além disso, o ambiente é de cautela por conta do payroll. O dado vai mostrar a situação real da economia dos EUA e definir a tendência dos mercados”, completou.

Ao final do pregão, o Ibovespa devolveu 0,39% aos 66.808 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,11 bilhões. Apesar do recuo desta jornada, o Ibovespa ainda acumula variação positiva na semana (+1,86%).

No sentido inverso do que ocorreu em Wall Street, o clima mais nervoso no mercado doméstico ofuscou a agenda positiva do dia. Entre os indicadores de peso referentes a economia americana, os agentes avaliaram os pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada no dia 28 de agosto; a venda de imóveis pendentes em julho e as novas encomendas às indústrias.

De volta ao Ibovespa, as gigantes Vale e Petrobras caminharam em direções opostas durante todo o pregão. Vale PNA (VALE5) cedeu 1,13% a R$ 42,81; Petrobras PN (PETR4) ganhou 2,11% a R$ 27,60.

Além do movimento realizador, os papéis da mineradora sentiram o efeito do fracasso na aquisição da Paranapanema. Ontem, o leilão de Oferta Pública Voluntária não atingiu a quantidade mínima à qual estava condicionada, de 50% ou mais. Vale PNA (VALE5) cedeu 1,04% a R$ 42,85.

Na outra ponta, Petrobras PN (PETR4) disparou 2,11% a R$ 27,60, depois de o preço do barril do petróleo na cessão onerosa ser estipulado.O valor médio pago por barril será de R$ 14,96 (US$ 8,51). “O anúncio trouxe alívio às ações e os investidores voltaram a olhar para companhia”, avaliou Hegg.

Dentre as demais ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 1º de setembro a 31 de dezembro) Itaú Unibanco PN (ITUB4) depreciou 1,07% a R$ 37,90; BM&FBovespa ON (BVMF3) desvalorizou 0,84% a R$ 13,00; e OGX ON (OGXP3) recuou 2,57% a R$ 20,46.

Do lado negativo, Cemig PN caiu 3,1% a R$ 27,81; Braskem perdeu PNA 2,59% a R$ 15,43; Cesp PNB teve baixa de 2,52% a R$ 25,16. Na contramão, Fibria ON subiu 4,25% a R4 29,95; TAM PN valorizou 3,62% a R$ 36,36; e MMx Mineração registrou avanço de 3,46% a R$ 13,47.

(por Mariana Mandrote – Último Instante)

Análise Gráfica

Seguindo o clima bastante positivo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa fechou a sessão desta quarta-feira (1) em alta. O principal índice da bolsa paulista subiu 2,96%, para 67.072 pontos. O volume financeiro foi de R$ 7,472 bilhões. Essa foi a maior variação positiva diária do Ibovespa desde 27 de maio deste ano, ajudado também pelo avanço das commodities.

Por aqui, os investidores seguem no aguardo do anúncio da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). Segundo a última edição do Relatório Focus, publicado no começo desta semana, o mercado espera que a taxa básica de juro brasileira permaneça em 10,75% ao ano.

Na ponta positiva do índice, tiveram destaque os papéis de empresas ligadas às commodities. Entre os dados do dia, os estoques de petróleo dos EUA aumentaram 1% no período de 20 a 27 de agosto, atingindo o patamar de 361,7 milhões de barris – a segunda alta semanal consecutiva. Além disso, a sessão contou com indicadores norte-americanos e chineses, que trouxeram otimismo aos investidores e puxaram o Ibovespa – entre as maiores altas do dia, estão os papéis da Petrobras e da Vale.

Ainda sobre a mineradora, os investidores avaliaram a notícia de que a Vale elevou a sua oferta pelos papéis da Paranapanema de R$ 6,30 para R$ 6,75 por ação. Contudo, a mineradora informou que não adquiriu as ações da Paranapanema. Segundo a Vale, no leilão de Oferta Pública Voluntária agendado para a sessão, a adesão dos acionistas da Paranapanema à oferta “não atingiu a quantidade mínima à qual estava condicionada a efetivação da referida oferta pública”.

Também com suas ações em forte alta, a Petrobras voltou a ser notícia graças ao seu processo de capitalização. O governo autorizou o uso do Fundo Soberano na operação, manobra esta que permite o repasse de recursos do fundo, hoje na casa dos R$ 15 bilhões, para que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) participe da capitalização, além de autorizar o Tesouro a antecipar dinheiro para futuros aumentos de capital. Os investidores esperam ainda pela precificação do barril da cessão onerosa, que deve ser divulgada ainda nesta quarta-feira, de acordo com o presidente Lula.

Apenas cinco ações do índice encerraram o dia com variações negativas: Transmissão Paulista, TIM, Ultrapar, JBS e Duratex.

Vale lembrar ainda que a sessão marcou a estreia dos units do Banco Santander e dos papéis da Marfrig e Brookfield no índice, com a mudança quadrimestral da carteira teórica do Ibovespa.

No mercado nacional, entre as ações com maior peso na nova carteira (que vigora de 1º de setembro a 31 dezembro) Vale PNA (VALE5) avançou 4,3% a R$ 43,21; Petrobras PN (PETR4) ganhou 3,99% a R$ 27,10; Itaú Unibanco PN (ITUB4) teve alta de 1,38% a R$ 38,32; BM&FBovespa ON (BVMF3) valorizou 2,42% a R$ 13,11 e OGX ON (OGXP3) apreciou 0,48% a R$ 20,98.

No sentido comprador, Fibria ON disparou 6,17% a R$ 28,73; Petrobras ON registrou ganhos de 5,61% a R$ 31,25; e Embraer ON apresentou valorização de 5,19% a R$ 11,36. Fora da festa, CTEEP PN caiu 1,31% a R$ 49,15; TIM ON perdeu 1,29% a R$ 6,90; e Ultrapar PN recuou 0,82% a R4 95,71.

Agenda

O ADP Employment mostrou a perda de 10 mil postos de trabalho no setor privado dos EUA em agosto enquanto o Construction Spending apontou queda de 1% nos gastos com construções de imóveis em julho. Mas os números foram ofuscados pelo ISM Index: o indicador, que mede o nível de atividade industrial norte-americana, atingiu 56,3 pontos em agosto, superando com folga as expectativas do mercado de 52,9 pontos e também o resultado de junho, de 55,5 pontos.

A China também trouxe dados animadores: o PMI (Purchasing Managers Index) elaborado pelo governo de Pequim subiu de 51,2 pontos em julho para 51,7 pontos em agosto, ficando acima do esperado.

No front doméstico, a balança comercial de agosto fechou com superávit de US$ 2,44 bilhões, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Com isso, o saldo positivo acumulado em 2010 aumentou para US$ 11,673 bilhões.

Além disso, o mercado se atentou para o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que marcou deflação de 0,08% na última passagem semanal.

Petróleo
Na esteira dos dados positivos nos EUA e na China divulgados nesta quarta-feira (1), as cotações de petróleo fecharam o dia com forte alta, marcando o seu melhor desempenho diário desde o dia 2 de agosto deste ano.

Em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou em US$ 75,85, com alta de 2,16% em relação ao fechamento anterior. Já em Nova York, o contrato de petróleo mais líquido, com vencimento em outubro, apresentou forte avanço de 3,17%, fechando em US$ 73,98.

Dólar

Apesar de amenizar parte das perdas nos instantes finais, o dólar comercial conheceu sua segunda queda consecutiva nesta sessão, pressionado pelo forte otimismo nos mercados. Com a desvalorização de 0,57% vista nesta quarta-feira, a moeda terminou cotada na venda a R$ 1,747, sendo o menor patamar desde 3 de maio deste ano, dia em que encerrou os negócios a R$ 1,731.

A saída de dólares no País superou a entrada em US$ 601 milhões até o dia 27 de agosto, segundo dados publicados pelo Banco Central. A autoridade monetária ainda informou que no mesmo período adquiriu US$ 3 bilhões por meio de suas intervenções no mercado cambial à vista, totalizando, desde o início do ciclo de intervenções – maio de 2009 – o montante de US$ 46,037 bilhões.

Nesta data, a autoridade monetária realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista, que ocorreu entre 12h09 e 12h19 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7407.

Renda Fixa

O mercado de juros futuros encerrou em alta. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,37%, alta de 0,11 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

O mercado de títulos da dívida externa fechou em alta. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com valorização de 0,14%, cotado a 137,10% do valor de face.

O Risco-País registrou queda de 10 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 220 pontos-base.

Bolsas Internacionais

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em alta de 2,97% e atingiu 2.177 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 2,95% a 1.080 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 2,54% a 10.269 pontos.

Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou forte alta de 3,81% e atingiu 3.624 pontos; no mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres valorizou-se 2,70% chegando a 5.366 pontos e o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, subiu 2,68% a 6.084 pontos.

Confira os eventos previstos para quinta-feira

Na próxima sessão, o principal destaque fica com indicadores econômicos nos Estados Unidos. O mercado deve se atentar ao número de pedidos de auxílio-desemprego auferidos no país ao longo da última semana, através do Initial Claims. Também em foco, o Pending Home Sales e o Factory Orders deverão mexer com o ânimo dos investidores.

No Brasil, destaque para a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, que será trazida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Ainda no front doméstico, o mercado deve avaliar a divulgação do IPC – Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

(dados do Infomoney e Último Instante)

Análise Gráfica

A preocupação acerca da retomada do consumo nos Estados Unidos voltou a trazer instabilidade aos principais mercados internacionais nesta segunda-feira (30), levando o Ibovespa a fechar em queda. O principal índice da bolsa paulista caiu 2,02%, para 64.260 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,038 bilhões.

Nos EUA, o Personal Income, com dados sobre a renda individual dos cidadãos dos EUA, revelou alta de 0,2% em julho, confirmado o esperado pelo mercado, enquanto que o Personal Spending, que compila os gastos da população, trouxe aumento de 0,4%, leve acima dos 0,3% projetados pelos analistas. Já o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures), um dos mais observados pelo Fed, marcou variação positiva de 0,1%, também dentro do previsto.

Mesmo assim, o mercado reagiu negativamente aos números. O temor é de que os avanços registrados na renda e gastos sejam insuficientes para estimular a recuperação do consumo nos Estados Unidos.

Os principais índices acionários norte-americanos fecharam esta segunda-feira (30) em queda. Mesmo com indicadores em linha com o mercado nesta sessão, o clima é de cautela frente aos dados do mercado de trabalho que estarão em foco nesta semana. No front corporativo, notícias sobre fusões e aquisições marcaram o pregão.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 1,56% a 2.120 pontos, acumulando no ano forte baixa de 6,57%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 1,47% atingindo 1.049 pontos e caindo 5,93% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 1,39% chegando a 10.010 pontos e acumulando no ano forte baixa de 4,01%.

O Ibovespa sentiu ainda o peso da queda acentuada das ações da Petrobras: a ação preferencial da empresa fechou com a terceira maior desvalorização do índice nesta sessão. Participando de um evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar que o preço do barril da cessão onerosa ainda não foi fixado, mas não deu mais detalhes, dizendo apenas que não tem mais nada a declarar sobre o assunto. “Quando for (fixado), haverá um fato relevante”, completou Mantega.

Também as assessorias de imprensa dos ministérios de Minas e Energia e da Casa Civil negaram que haja novidades em relação ao tema. Na última sexta-feira, a ministra Erenice Guerra havia aberto a possibilidade da divulgação, nesta segunda-feira, dos preços do barril de petróleo das reservas empregadas na cessão onerosa.

No Ibovespa, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) figuraram entre as principais quedas do dia, com 4,18% de desvalorização a R$25,45. Desempenho pior só dos papéis açõeordinários da Fibria (queda de 4,5% a R$ 26,51) e da Duratex (4,58 de baixa a R$ 174,30).

Na ponta de compras, as ações ordinárias da Lojas Renner ganharam 2,84%, vendidas a R$ 55,34, seguidas pelos títulos ordinários da OGX, com 1,22% de alta a R$ 20,65.

Dentre as demais ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 3 de maio a 31 de agosto) Vale PNA (VALE5) caiu 2,96% a R$ 40,71; Itaú Unibanco PN (ITUB4) recuou 1,21% a R$ 36,75 BM&FBovespa ON (BVMF3) desvalorizou 2,93% a R$ 12,57 e Gerdau PN (GGBR4) devolveu 2,09% a R$ 23,40.

Agenda
Em tom menos otimista, o mercado diminuiu suas projeções para o crescimento econômico brasileiro neste ano, enquanto manteve suas expectativa no tocante à taxa básica de juro. Os dados são da última edição do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil na manhã desta data.

A diminuição foi pouco expressiva, com a mediana das estimativas para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) passando de 7,10% para 7,09% em 2010. Já para o ano que vem as expectativas foram mantidas, sendo esperado um avanço de 4,5%.

Ainda na agenda doméstica, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) apontou inflação de 0,77% em agosto, após registrar variação de 0,15% no mês anterior, mostraram dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Dólar

Ampliando seus ganhos ao longo do dia, o dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7580 na compra e R$ 1,7600 na venda, alta de 0,40% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,23% em agosto, frente à baixa de 4,99% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,08%.

No front doméstico, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista entre as 15h38 e as 15h48 (horário de Brasília), com uma taxa aceita em R$ 1,7689.

(com dados do Infomoney e Último Instante)

Análise Técnica

Depois da tensão trazida por indicadores econômicos aquém do esperado ao longo da semana, os mercados internacionais voltaram a subir na sexta-feira (27), de olho no crescimento econômico dos Estados Unidos. O movimento, contudo, não foi suficiente para evitar que o Ibovespa sustentasse queda de 1,64% no período, encerrando a semana aos 65.585 pontos. A Petrobras se manteve como principal foco no noticiário.

Impulsionadas por nova pesquisa eleitoral do governo de Minas, o destaque de alta da semana ficou com as ações preferenciais da Cemig, que subiram 8,58%, cotadas a R$ 28,35 cada. De acordo com números do Instituto Datafolha divulgados nesta manhã, o ex-ministro e candidato do PMDB na disputa, Hélio Costa, mantém a liderança, mas vê minguar sua diferença sobre o candidato do PSDB Antonio Anastasia, atual governador do estado.

Já na ponta negativa, destaque para os ativos da Rossi Residencial, que recuaram 5,79%, a R$ 15,30. A sequência de seis pregões de perdas (de 19 a 26 de agosto) contribuiu para que o papel chegasse ao final desta semana como a pior performance entre os ativos listados no Ibovespa. Com a percepção de possível alta da taxa de juro do País, o mercado tende a penalizar as ações de imobiliárias (embora o financiamento imobiliário acompanhe a Taxa Referencial), colaborando para o desempenho negativo desses ativos na bolsa.

Entre as ações mais líquidas do índice, o movimento de queda foi unânime. As ações ordinárias da Petrobras caíram 1,16%, enquanto os ativos preferenciais recuaram 0,82%. Já os papéis PNA e ON da Vale tiveram desvalorização de 3,23% e 3,64%, respectivamente.

Petrobras
A petrolífera seguiu como o principal destaque do noticiário na semana, com indefinições acerca da capitalização da empresa. Reforçando que a intenção do governo é realizar a capitalização até o final de setembro, o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que os estudos para a precificação do barril da cessão onerosa deveriam ser concluídos ainda esta semana. O ministro não quis comentar se o valor está mais próximo de US$ 5 ou US$ 10, afirmando que qualquer comentário nesse sentido geraria especulação.

Durante a semana, notícias apontaram que o preço do barril da cessão onerosa ficaria em torno de US$ 8 – algumas indicando um valor um pouco acima (US$ 8,50), e outras afirmando que o acordo foi de uma banda entre US$ 7 e US$ 8. Na quinta-feira, o governo e a estatal realizaram uma reunião sobre o assunto – confirmada pelo ministério da Casa Civil à InfoMoney. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o as notícias acerca do valor eram apenas especulações.

Até o início da noite da sexta-feira, nem a Petrobras, nem o governo nem a ANP se manifestaram sobre o preço do barril. Fonte ligada a Petrobras disse à agência de notícias Reuters que o valor do barril de petróleo da cessão onerosa só dependeria da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em meio a tantos rumores e notícias sobre seu plano de capitalização, a estatal também ficou em pauta por ter firmado acordo de cooperação tecnológica com a Innovasjon Norge (Inovação Norueguesa), organismo que representa as empresas da Noruega no exterior. Além disso, Caixa Econômica Federal e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) serão capitalizados com ações emitidas pela estatal, de acordo com decreto publicado pelo Governo no Diário Oficial da União.

Cenário corporativo

Enquanto isso, a Vale foi notícia por ter sido incluída na lista dos devedores da União pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). Em nota, a mineradora reconheceu haver discordâncias sobre a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Naturais), mas afirmou que “tem recolhido os valores incontroversos de forma regular e exercido seu direito de defesa contra cobranças que considera indevidas”.

A mineradora também ganhou destaque por conta da notícia de que tanto a mineradora quanto o grupo chinês Sinochem, teriam entrado em contato com a Potash enquanto a companhia de fertilizantes tenta resistir à oferta hostil realizada pela BHP Billiton. A empresa afirmou que os rumores são “totalmente infundados”.

Os acionistas da Gerdau Ameristeel aprovaram a venda de todas as ações ordinárias da empresa para a Gerdau, sua controladora, por US$ 11 por ação. De acordo com a siderúrgica , espera-se que o processo de integração seja finalizado ainda neste mês.

Ainda no setor, a Usiminas anunciou o adiamento do seu projeto de expansão de capacidade produtiva de aço em Santana do Paraíso em pelo menos três meses – o projeto foi lançado em 2008 e já havia sido suspenso anteriormente, por conta da crise econômica.

Por fim, a Telebrás enviou ao Ministério das Comunicações um orçamento de R$ 1,4 bilhão para capitalizar a empresa e atender à sua parte no PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), afirmou o presidente da companhia, Rogério Santanna.

Agenda doméstica
Por aqui, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 864 milhões na terceira semana de agosto, resultado acima do visto na segunda semana deste mês. Outro destaque ficou por conta do relatório Focus, que mostrou que as instituições financeiras reduziram as projeções para a inflação e para a taxa básica de juro, mas elevaram a expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano (+7,10%).

Animando o mercado, em julho, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País foi a menor para este mês, desde o ano de 2002.

De acordo com a Nota do Setor Externo, o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em julho deste ano foi superavitário em US$ 1,845 bilhão. Já segundo a Nota de Política Monetária, em julho a participação do volume de crédito sobre o PIB passou de 42,8% em julho de 2009 para 45,9% no mesmo período de 2010. Por fim, a Nota de Política Fiscal mostrou que o setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 2,454 bilhões durante o mês de julho.

No âmbito inflacionário, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) mostraram variações nos preços acima daquelas vistas nas medições anteriores.

Referências externas

De acordo com a segunda estimativa do PIB anualizado dos EUA, a economia do país cresceu 1,6% na passagem do primeiro para o segundo trimestre, superando a expansão de 1,4% projetada pelos analistas. O número ofuscou o Michigan Sentiment, que apontou confiança do consumidor norte-americano em agosto abaixo do esperado.

Ainda na cena norte-americana, o número de casas novas vendidas em julho, assim como o número de vendas de casas usadas e o volume de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana decepcionaram o mercado. Entretanto, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana ficou em 473 mil, melhor do que esperavam os analistas.

Na Europa, as tensões recaíram principalmente sobre a Irlanda, cujo rating de longo prazo foi cortado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, em função de dúvidas sobre o sistema financeiro do país. A perspectiva da nota é negativa. Ainda no Velho Continente, a atividade manufatureira na Zona do Euro indicou que o ritmo de expansão caiu no mês de agosto, com o indicador marcando 56,1 pontos contra os 56,7 de julho.

No início da semana, alguns pronunciamentos ajudaram a disseminar o pessimismo nos mercados. Esse foi o caso do discurso do ganhador do prêmio Nobel de economia, Joseph Stiglitz, que afirmou que a economia da Europa corre o risco de entrar um uma nova recessão, desta vez ocasionada pelos cortes orçamentários que vêm sendo implementados nos países do Velho Continente. O mesmo tom foi visto nas declarações dadas ao Times por Martin Weale, integrante do colegiado do BoE (Bank of England), que disse que o Reino Unido enfrenta um grave risco de um novo período recessivo.

Entretanto, o discurso de Ben Bernanke na sexta-feira acalmou os investidores. O presidente do Federal Reserve afirmou que a autoridade “fará tudo o que for possível” para assegurar a recuperação econômica norte-americana, ressaltando que o BC tem todas as ferramentas necessárias para ajudar a apoiar a atividade econômica e proteger os EUA contra a inflação.

Dólar e Renda Fixa

A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,753, acumulando na semana depreciação de 0,40%.

No mercado de renda fixa, o contrato com vencimento em janeiro de 2012, que apresentou maior liquidez, encerrou apontando taxa de 11,39%, alta de 0,22 pontos percentuais em relação a semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 136,75% de seu valor de face, queda de 1,44% na semana. O risco-país fechou cotado a 214 pontos-base, alta de 17 pontos na variação semanal.

Confira os destaques da agenda da próxima semana

Dentro da agenda para a última semana de agosto, os investidores estarão atentos nos Estados Unidos para a divulgação do Relatório de Emprego de agosto, como para a ata da última reunião do Federal Reserve e aos dados sobre a atividade industrial do país.

No cenário doméstico, foco para o PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre e à reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), com expectativa de manutenção da taxa básica de juro.

(dados do Infomoney)

Análise Técnica

O mercado acionário nacional bem que tentou se recuperar das perdas dos últimos pregões, mas depois do sobe e desce, a cautela em relação ao desaquecimento da economia global falou mais alto outra vez. O Ibovespa caiu 1,44% e perdeu os 64 mil pontos (63.867), em seu sexto pregão consecutivo em baixa. Trata-se da pior pontuação desde 19 de julho (63.297). O giro financeiro contabilizou R$ 5,47 Bi.

Com o desempenho de hoje, o índice acumula recuo de 5,57% desde a última quinta-feira (19). Uma série negativa assim, não era vista desde maio, quando o Ibovespa perdeu 10,8% entre os dias 13 e 20.

“Os investidores ainda estão digerindo os últimos indicadores da economia americana, que vieram fracos. Isso está gerando volatilidade e certo nervosismo no mercado”, afirmou o sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno.

O especialista destaca que o pessimismo é reforçado pelas expectativas negativas quanto ao resultado de mais uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao segundo trimestre, considerado o número mais importante da semana. “Os dados que antecederam a divulgação mostraram o que pode vir amanhã”, completa.

Para o fechamento da semana, o mercado também aguarda o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), que fala durante o simpósio de política monetária em Jackson Hole, nos Estados Unidos.

A agenda fraca desta jornada contou apenas com informações do mercado de trabalho norte-americano. O número melhor que o previsto nos pedidos semanais de auxílio-desemprego não foram o suficiente para afastar os temores dos agentes.

No mercado doméstico, a performance dos papéis da Petrobras, que seguem pressiondos pela “novela” da capitalização, ajudou a penalizar o Ibovespa. Petrobras PN (PETR4) perdeu 1,46% a R$ 25,70.

Dentre as demais ações com maior peso na carteira teórica do Ibovespa (que vigora de 3 de maio a 31 de agosto) Vale PNA (VALE5) caiu 0,56% a R$ 40,70; Itaú Unibanco PN (ITUB4) recuou 2,49% a R$ 35,69 BM&FBovespa ON (BVMF3) desvalorizou 1,26% a R$ 12,49 e Gerdau PN (GGBR4) devolveu 2,05% a R$ 22,97.

Do lado positivo, MMX Mineração avançou 2,39% a R$ 12,85; Cemig PN ganhou 2,17% a R4 27,33; e Souza Cruz ON subiu 2,13% a R4 80,43. Na contramão, MRV ON despencou 4,15% a R$ 14,33; Rossi teve recuo de 3,93% a R$ 14,90; e Usiminas PNA registrou queda de 3,26% a R$ 43,91.

(dados do portal Último Instante)

Análise Gráfica

Bom ficar de olho, amanhã é um dia de agenda pesada, principalmente por causa da divulgação dosegunda prévia do GDP (Gross Domestic Product).O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulga o Produto Interno Bruto (Gross Domestic Product, em inglês). O PIB mede os bens e serviços produzidos na economia em determinado período. O indicador é formado por cinco componentes: consumo, investimento, gastos governamentais, nível de estoque e saldo de comércio exterior.

As previsões são pessimistas e o número deve ser revisado para baixo.

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